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Segurança no trabalho

Hobby ou trabalho levado a sério, a produção de cerveja artesanal deve ser feita com segurança. Muitas vezes o cervejeiro não se preocupa com alguns aspectos que podem ser nocivos para sua saúde ou coloca em risco os seus bens.

No âmbito caseiro, especialmente, alguns até se vangloriam das instalações improvisadas de suas cozinhas, não utilizam equipamentos adequados e/ou de forma correta. Porém, o improviso nem sempre é uma boa. Imagine, então, em uma fábrica de cerveja! Se comparados com os lotes caseiros, nas cervejarias você terá grandes quantidades de insumos (portanto, peso), grandes bateladas (produção de muito calor, peso, pressão…). A “simples” etapa da moagem dos grãos confere alto risco de explosão e pode acarretar graves problemas respiratórios (malte contém fungos) ao cervejeiro. Equipamentos de grandes dimensões, mais quantidade de produtos químicos para sanitização, gases tóxicos, alcoolismo… Sim, trata-se de um pátio fabril e envolve sérios riscos. Não tinha pensado sobre isso antes?

Então veja:

De acordo com o Ministério do Trabalho, os perigos no ambiente laboral podem ser classificados em cinco tipos:

Risco de acidente: Qualquer fator que coloque o trabalhador em situação vulnerável e possa afetar sua integridade e seu bem-estar físico e psíquico. São exemplos de risco de acidente: as máquinas e equipamentos sem proteção, probabilidade de incêndio e explosão, arranjo físico inadequado, armazenamento inadequado, etc.

Risco ergonômico: Qualquer fator que possa interferir nas características psicofisiológicas do trabalhador, causando desconforto ou afetando sua saúde. São exemplos de risco ergonômico: levantamento de peso, ritmo de trabalho excessivo, monotonia, repetitividade, postura inadequada, etc.

Risco físico: Consideram-se agentes de risco físico as diversas formas de energia a que possam estar expostos os trabalhadores, tais como: ruído, calor, frio, pressão, umidade, radiações ionizantes e não-ionizantes, vibração, etc.

Risco químico: Consideram-se agentes de risco químico as substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo do trabalhador pela via respiratória, na forma de poeiras, fumos, gases, neblinas, névoas ou vapores, ou que sejam, pela natureza da atividade, de exposição, possam ter contato com o organismo ou ser absorvidos por ele através da pele ou por ingestão.

Risco biológico: Consideram-se agentes de risco biológico bactérias, vírus, fungos, parasitas, entre outros.

Reconhece algumas destas possibilidades dentro de uma cervejaria independente de sua capacidade de produção? Recentemente, enquadrada na lei brasileira, uma cervejaria foi condenada a pagar adicional de insalubridade a todos os trabalhadores de uma de suas linhas de produção de cerveja. Os motivos foram as condições às que trabalhadores estavam sendo submetidos: altas temperaturas e muitos ruídos. A ação garantiu aos empregados o adicional de insalubridade no valor de 20%, com reflexos no aviso prévioférias, 13º salários, FGTS, horas extras e repouso semanal. Ou seja: o assunto é muito sério.

Mas não se desesperem!

Os riscos são detectáveis e, em sua maioria, facilmente controláveis se houver responsáveis pelo monitoramento dos equipamentos e processos.

Pequenas ações como a utilização de EPI (Equipamentos de Proteção Individual) podem evitar acidentes leves, graves, multas leves ou graves. Esses equipamentos visam minimizar os riscos e evitar as doenças ocupacionais e os acidentes de trabalho.

O controle dos riscos através do uso de EPI deve ser adotado somente depois de esgotadas as análises para eliminação dos possíveis riscos existentes em sua própria fonte geradora e quando não for possível a adoção de outras medidas de proteção coletiva.

De acordo com o Ministério do Trabalho, são exemplos de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) especificamente em Serviços de Alimentos e Bebidas: luvas, botas, máscara, capacete, jaleco e protetor auricular.

É importante ressaltar que é de responsabilidade da empresa o fornecimento dos equipamentos adequados. Ainda assim, não adianta simplesmente fornecer o equipamento para os funcionários, é preciso conscientizá-los do porquê e da importância do seu uso correto e permanente na prevenção de acidentes e doenças.

Para saber mais, conheça o curso da ESCM de Tecnologia Cervejeira.

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