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A indústria cervejeira responde por 2% do PIB brasileiro

indústria cervejeira

Desde que a cevada é colhida até chegar ao seu copo, a cerveja movimenta toda uma cadeia industrial relacionada à sua produção que respondeu por 2% do PIB brasileiro em 2013. Chamamos de cadeia porque precisamos considerar desde os agricultores que plantam cevada e o lúpulo, os fabricantes de garrafas, latas, tampinhas, rótulos e equipamentos, os importadores de matérias-primas, passando pelas fábricas que processam os recursos, somando-se as redes de logística, embalagens, distribuição e comercialização do produto, até a linha de acessórios e equipamentos para degustação e produção caseira da bebida.

Para se ter uma ideia da grandiosidade da cadeia cervejeira, a Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil) mostra que o setor emprega a cada ano 2,7 milhões de pessoas e paga R$ 28 bilhões em salários. Em contrapartida, recolhe aos cofres do governo mais de R$ 21 bilhões em tributos em todo o país. Preste bem atenção, quase o mesmo valor em salários e impostos. São cerca de 12 mil fornecedores de bens e serviços e aproximadamente 8 milhões de profissionais das mais diversas áreas envolvidos na cadeia. De 2010 a 2013, o setor investiu cerca de R$ 17 bilhões com a construção novas fábricas e a renovação de portfólio e expansão de mercado.

Para melhor dimensionamento da representatividade da cadeia cervejeira, somente os trabalhadores correspondem a todos os habitantes do estado do Mato Grosso do Sul. Conforme um estudo publicado pelo IBGE e Fundação Getúlio Vargas, a atividade cervejeira está presente em todas as regiões brasileiras e é uma das mais tradicionais do país criando, para cada emprego gerado em uma cervejaria, outros 50 empregos em toda a cadeia produtiva. As cervejarias representam 12% de toda a indústria de transformação, quando comparados com outros setores industriais.

Apesar de 98,6% de o mercado ser dominado por quatro grandes companhias, as cervejarias artesanais representam 1,4% do mercado e são responsáveis por 17,5% dos empregos gerados em mais de 250 empreendimentos.  A Associação de Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (Afebras) estima que essas empresas empreguem 15 vezes mais em relação às grandes companhias. “Enquanto as grandes cervejarias empregam 2 trabalhadores para cada 1 milhão de litros de cerveja produzidos, as pequenas cervejarias regionais e as microcervejarias empregam 30 trabalhadores”, diz a Afebras.

É justamente por esses números que a indústria cervejeira brasileira será o segundo maior responsável pelo crescimento do mercado cervejeiro no mundo, atrás apenas da China. Segundo o IBGE, cada real investido no setor gera outros R$ 2,5 na economia. A indústria brasileira produziu 13.464.240.288 litros de cerveja no ano passado e deve crescer cerca de 3% em 2014. Não à toa que dos 150 bilionários brasileiros listados pelo ranking da Forbes Brasil 2014, 15 deles são do setor de bebidas e alimentos e a maioria fez seu patrimônio na indústria da cerveja.

Mas não é só a indústria direta que permite ganhar dinheiro com a cerveja. A rede varejista tem disponibilizado cada vez mais espaço para rótulos especiais. Isso porque estas cervejas têm maior rentabilidade. Enquanto as cervejas especiais dão margens maiores, as cervejas populares retornam em média apenas 5% em lucro. E as artesanais catarinenses são muito importantes neste mercado.

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